quarta-feira, 25 de maio de 2011

conciliação Família/Trabalho



Fátima Carioca - prof. da AESE, Escola de Direcção e Negócios
A conciliação da vida laboral e familiar continuará a ser um tema muito presente no futuro próximo dado o panorama do progressivo envelhecimento da população europeia.
A tudo isto não é alheio, a incorporação da mulher no mercado laboral (90% das mulheres em idade activa, trabalham profissionalmente, cerca de 50% da população empregada) bem como as alterações sociais com ele relacionadas (taxa de natalidade, equilíbrio na relação conjugal, dedicação à família, educação dos filhos, cuidado de familiares e não familiares dependentes). As estatísticas revelam-no de uma forma muito fria: em Portugal, o índice de fecundidade está em cerca de 1.32 (face aos mínimos desejáveis de 2.1); a idade média de maternidade está nos cerca de 30 anos (tendo o 1ºfilho em média aos 28 anos), etc.
Estas mulheres, portuguesas, além disso, trabalham muito (cerca de 85% das mulheres profissionais trabalham a tempo total face a cerca de 15% que trabalha a tempo parcial, metade da média europeia).
Curiosamente, e mesmo em organizações onde é possível aceder a regimes laborais de horário reduzido, normalmente, apenas 1/3 das mulheres respondem que, caso tivessem essa oportunidade, optariam por esse regime. A razão mais óbvia é a de que receberiam menos. A segunda razão apresentada é a de que essa opção limitaria as suas possibilidades de promoção. Este raciocínio leva-nos a várias conclusões: a de que o tempo, as necessidades económicas e as ajudas institucionais têm um papel muito importante na relação entre a família e o trabalho e de que são vários os agentes sociais que contribuem para uma resposta integrada a esta problemática. O problema não é a evolução social, em concreto não é a incorporação da mulher na vida profissional. Essa é uma evolução natural, fruto da diversidade e da igual dignidade entre todos os seres humanos. O problema advém de que essa incorporação não foi acompanhada com igual velocidade pelas necessárias mudanças nem na envolvente sócio-politica, nem na cultura empresarial que dariam consistência a esse crescimento. Este é um caminho que ainda falta caminhar! Mas sem essa base estrutural dificilmente será possível aplicar políticas de conciliação para que o equilíbrio família-trabalho se consiga sem excessivos traumas, nem exigências heróicas e permita aos implicados – homens e mulheres – resolver as tensões diárias com o maior grau de liberdade possível.
No entanto, a presença da mulher no meio cultural e empresarial, que uma vez mais refiro não é o problema mas uma consequência da diversidade, é uma realidade incontornável por razões mais profundas que as que tenho vindo a abordar. Na nossa sociedade mais de 50% dos jovens universitários são raparigas bem como mais de 50% dos que fazem o seu doutoramento e, nesse sentido, o trabalho profissional é uma realidade que faz parte da vida, do projecto de vida das gerações de homens e mulheres do século XXI. E em boa-hora.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

bem vinda

Querida mulher do sec. XXI.
Esta é a primeira de muitas mensagens que vamos partilhar consigo. Estamos ainda numa fase de montagem, mas esperamos ter mais informações sobre os três almoços já realizados, e também sobre os próximos. Esteja atenta e lembre-se que nós mulheres, na nossa identidade, somos parte de um todo harmonioso que com o homem é capaz de continuar a vida através dos tempos. Mas temos que ser verdadeiramente mulheres.
Pense nisso e pergunte-se: "quem sou eu?", "que posso fazer para deixar este mundo melhor do que o encontrei?" "como me respeito e me dou ao respeito?". Que é mais importante para mm?

domingo, 24 de abril de 2011

2º almoço, A moda e comportamentos






Intervenção da Roberta Rocha Resende e da Teresa Lobo

Do livro sobre “A MODA entre
a ÉTICA E A ÉSTÉTICA”
de Ana Sanchez de la Nieta


"Além de ter uma dimensão social, a moda é uma linguagem pessoal: algo que fala, e muito, de nós próprios.
O vestuário fala de mim, e não só de aspectos externos da minha vida. A moda também fala de escalas de valores e das ideias que tenho sobre o homem. E importante vestir com coerência, segundo a nossa própria forma de vida; não se deixando levar por tendências com que não se concorda .

Antes de escolher uma peça tenho de pensar se satisfaz as funções da moda; isto é, se cobre a minha intimidade, se respeita a minha dignidade como pessoa, se me protege do frio e do calor, se permite que os outros me vejam de uma forma agradável,

A moda propõe e a mulher dispõe. É a mulher que tem de decidir o que quer e não quer usar e negar-se a passar pelo crivo da moda quando esta quer reduzi-la a um simples objecto de decoração."

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Educação Sexual nas Escolas

Mulheres do sec.XXI, em busca dos valores  - Junho de 2010
Razões para almoço:
Entusiasmadas pela visita de Bento XVI, e com a consciência do muito que há para fazer,  …. Somos bastantes as mulheres preocupadas com a perda dos verdadeiros valores da sociedade.
Os valores cristãos estão na base da nossa cultura europeia e não prescindimos deles para a construção de uma sociedade melhor.
Papa Bento XVI veio interpelar-nos a uma participação activa na sociedade.  Hoje os cristãos não se podem afastar das decisões politicas, faz falta uma intervenção constante nas leis que a regem a nossa vida.
Por isso, estamos aqui mulheres do sec XXI disponíveis para colaborar para colaborar com os homens do sec XXI para trabalhar p 1 sociedade verdadeiramente humana, o ser humano é o maior valor de todos.
·         Que juntas podemos fazer muito pela sociedade, pelas nossas famílias e como dizia o ex- eurodeputado José Ribeiro e Castro: “precisamos de mulheres verdadeiramente femininas, que não tenham medo de dizer que gostam dos maridos, dos filhos, da família, e que também gostam de trabalhar, de ter formação académica e de ser simplesmente donas de casa, se essa for a sua opção.”

Precisamos de mulheres que queiram participar no Bem Comum.
·         Que valores defendemos?
o   O Valor absoluto: Deus, devolver Deus ao Homem e homem a Deus. E  nós mulheres temos muita responsabilidade nisso.
o   Todos os valores  que promovam uma cultura da Vida:   desde a concepção até à morte natural.
o   Maternidade valor que todas as mulheres como dom.
o    Liberdade de Educação – veja-se o que já foi legislado sobre a educação sexual nas escolas.  Onde está o “poder dos pais”?
o    Liberdade religiosa – em muitas leis vigentes proíbe-se a objecção de consciência, o que representa  um atentado à moral cristã.
o    responsabilidade social  - é necessário que o mundo empresarial e económico desperte para uma economia ao serviço do Homem e da família começando por olhar a mulher como um dos pilares da família.
Palavras de Bento XVI :
·         Encontro com o Mundo da Cultura 11 de Maio de 2010:
(Caritas in veritate, ). Para uma sociedade composta na sua maioria por católicos e
cuja cultura foi profundamente marcada pelo cristianismo, e dramático tentar encontrara verdade sem ser em Jesus Cristo. Para nós, cristãos, a Verdade é divina;

·         Na Benção das velas em 12 de Maio de 2010

”No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se
como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é
tornar  Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas aquele Deus que falou no Sinai; aquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado ate ao extremo (cf. Jo 13, 1) em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado.”

·         No encontro da Pastoral Social

As vossas actividades assistenciais, educativas ou caritativas sejam completadas com
projectos de liberdade que promovam o ser humano, na busca da fraternidade universal.
Aqui se situa o urgente empenhamento dos cristãos na defesa dos direitos humanos,
preocupados com a totalidade da pessoa humana nas suas diversas dimensões. Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista adefesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto. As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum.
Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor.

Que fazer?
A união faz a força.  Precisamos estar unidas com um fio condutor invísivel, que é formado em primeiro lugar pela busca da Verdade; e que com a ajuda de Deus podemos hoje começar a partir deste encontro um caminho novo cheio de animo, alegria e esperança… (3”)
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Alexandra Chumbo, psicóloga, Associação Família e Sociedade
http://www.familiaesociedade.org/PTC/index.htm

História

Um grupo de pais de família motivados pela educação dos seus filhos entregou-se à tarefa de procurar alternativas que tivessem uma visão optimista do amor e um foco completo da sexualidade, para partilha-la com os seus filhos. Queriam contrastar o foco simplista que se apresenta nos meios de comunicação, no ambiente social e através das políticas educativas aplicadas recentemente na Colômbia. Era o ano de 1993. Descobriram que na América do Norte, gente como eles, propunha nada menos que viver a castidade e esperar até ao casamento, antecedente que os entusiasmou ainda mais na sua tarefa e levou-os a ampliar a sua visão inicial para além dos seus filhos. Inspirados com muita audácia, começaram a conceber um projecto educativo cheio de novidades. Com o passar dos anos tinham já um programa estruturado e estavam ansiosos de começar a transmitir o seu conteúdo aos adolescentes.

A amplitude, a actualidade dos temas e a frescura da sua mensagem, suscitou interesse entre pais, adolescentes e professores chegando à inteligência e ao coração…

O modo de dar estas sessões e o foco positivo foi despertando a atenção de muita gente e começaram a receber convites para o dar noutras cidades. Mais tarde, noutros países. O interesse no PTC tornou-se crescente. E para os seus professores uma verdadeira paixão.

Tudo isto suscitou noutros o mesmo entusiasmo dos que o iniciaram. Desta maneira, a faísca foi-se propagando…e em menos de uma década O PTC estabelece-se no Peru (1997), no México, Argentina e Espanha (2001), na Bolívia (2005), em Itália e Brasil (2006), na Costa Rica (2007). Deram-se sessões ou seminários no Chile (2002) Equador (2002) e Estados Unidos (2004). Em Manila, Filipinas, o PTC apresentou-se como uma das iniciativas que estão a mostrar resultados com pais e alunos dentro do “Segundo Congresso para o Amor, O Sexo e a Vida” e suscitou muito interesse por parte de vários assistentes.

No ano de 2008 iniciamos actividades em cinco novos países: Paraguai, Uruguai, Singapura, Guatemala e em Janeiro de 2009 em Portugal.

A faísca está ainda por se estender a muitos outros países dos cinco continentes!



© Familia e Sociedade 2010

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morada do Restaurante Estufa Real